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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

COTADO PARA VAGA DE TEORI NO STF DEFENDE SUBMISSÃO FEMININA

COTADO PARA VAGA DE TEORI NO STF DEFENDE SUBMISSÃO FEMININA

 

Um dos nomes mais cotados para a vaga que era de Teori Zavascki no STF (Supremo Tribunal Federal), Ives Gandra Martins Filho, presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho) e filho de um amigo de Temer de 40 anos, o advogado Ives Gandra Martins, é membro da Opus Dei, ala ultraconservadora da Igreja Católica; em um artigo publicado em 2012, o magistrado deixou claras as suas opiniões: "a mulher deve obedecer e ser submissa ao marido", "o casamento de dois homens ou duas mulheres é tão antinatural quanto uma mulher casar com um cachorro" e "casais homoafetivos não devem ter os mesmos direitos dos heterossexuais; isso deturpa o conceito de família"; ele é também contrário ao aborto, ao divórcio e à distribuição de pílulas anticoncepcionais em hospitais públicos

25 DE JANEIRO DE 2017 ÀS 04:50

247 - Um dos nomes mais cotados para a vaga que era de Teori Zavascki no STF (Supremo Tribunal Federal), Ives Gandra Martins Filho, presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho) e filho de um amigo de Temer de 40 anos, o advogado Ives Gandra Martins, é membro da Opus Dei, ala superconservadora da igreja Católica. Em um artigo publicado em 2012, o magistrado deixou claras as suas opiniões: 

"A mulher deve obedecer e ser submissa ao marido", "o casamento de dois homens ou duas mulheres é tão antinatural quanto uma mulher casar com um cachorro" e "casais homoafetivos não devem ter os mesmos direitos dos heterossexuais; isso deturpa o conceito de família". Ele é também contrário ao aborto, ao divórcio e à distribuição de pílulas anticoncepcionais em hospitais públicos.

As informações são de reportagem de Mario Cesar Carvalho na Folha de S.Paulo. 

"O artigo faz parte do livro "Tratado de Direito Constitucional" (2012), coletânea organizada pelo ministro do Supremo Gilmar Mendes, por Ives Gandra pai e pelo advogado Carlos Valder.

Martins Filho, que escreve sobre direitos fundamentais no artigo, diz no texto ser contra decisões do Supremo como o reconhecimento da união homoafetiva, a liberação das células-tronco embrionárias para pesquisa e a permissão para destruir embriões humanos em pesquisas.

Tal como o pai, Martins Filho integra a Opus Dei, organização católica ultraconservadora, e diz ser celibatário.

Por trás de todas as posições expressas no artigo estão duas bandeiras da Opus Dei: o ataque ao aborto em qualquer situação e a defesa da ideia de que só existe família na união de um homem e de uma mulher.

'Sendo o direito à vida o mais básico e fundamental dos direitos humanos, não pode ser relativizado em prol de valores e direitos", escreve Martins Filho. "Sem vida não há qualquer outro direito a ser resguardado'.

Decorre da ideia de que a família é célula mais importante da sociedade a crítica do ministro do TST à união homoafetiva na forma de casamento, considerada por ele como "antinatural".

'Por simples impossibilidade natural, ante a ausência de bipolaridade sexual (feminino e masculino), não há que se falar, pois, em casamento entre dois homens ou duas mulheres, como não se pode falar em casamento de uma mulher com seu cachorro ou de um homem com seu cavalo (pode ser qualquer tipo de sociedade ou união, menos matrimonial)', defende no texto."


domingo, 17 de julho de 2016

Para ministro da Saúde, pacientes imaginam doenças

16/07/2016 08:30
Para ministro da Saúde, pacientes imaginam doenças
Ricardo Barros: "A maioria das pessoas chega ao posto de saúde ou ao atendimento primário com efeitos psicossomáticos"
Fabiana Cambricoli, doEstadão Conteúdo
Ricardo Barros, novo ministro da saúde, do PP
São Paulo - O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse nesta sexta-feira (15) que a maioria dos pacientes que procuram atendimento em unidades de atenção básica da rede pública apenas "imagina" estar doente, mas não está.
De acordo com o ministro, é "cultura do brasileiro" só achar que foi bem atendido quando passa por exames ou recebe prescrição de medicamentos e esse suposto "hábito" estaria levando a gastos desnecessários no Sistema Único de Saúde (SUS). Entidades médicas criticaram a fala de Barros.
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"A maioria das pessoas chega ao posto de saúde ou ao atendimento primário com efeitos psicossomáticos. Por que 50% dos exames laboratoriais não são retirados pelos interessados? Por que 80% dão resultado normal? Porque foram pedidos sem necessidade", disse o ministro, na manhã de ontem (15), em evento na sede da Associação Médica Brasileira (AMB), em São Paulo.
Barros disse que a população costuma associar uma boa consulta à solicitação de exames e defendeu que os médicos ajudem a mudar esse pensamento. "Se (o paciente) não sair ou com receita ou com pedido de exame, ele acha que não foi ‘consultado’. Isso é uma cultura do povo, mas acho que todos nós temos de ajudar a mudar, porque isso não é compatível com os recursos que temos", declarou.
"Não temos dinheiro para ficar fazendo exames e dando medicamentos que não são necessários só para satisfazer as pessoas, para elas acharem que saíram bem atendidas do postinho de saúde."
O ministro defendeu que os médicos façam uma investigação mais criteriosa do paciente, antes de solicitar exames ou prescrever remédios. "O médico tem de apalpar o cliente, fazer anamnese, tem de conversar com a pessoa", afirmou.
Críticas
Representantes de entidades médicas discordaram da afirmação de Barros de que a maioria da população procura postos de saúde sem estar, de fato, doente.
"De maneira geral, qualquer unidade de saúde terá 70% dos exames com resultado normal. Isso acontece porque o paciente não é bem examinado, não é bem interrogado, e são solicitados os exames errados. Ou então, na rede pública, o exame demora tanto para ficar pronto que, até lá, o paciente já sarou e não vai retirar o resultado", diz Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica.
Ele afirma que a solicitação de exames desnecessários está relacionada a falhas na formação ou na postura do médico. "O paciente não tem culpa nisso. A maioria tem queixa real, que não é devidamente valorizada pelo médico", afirmou.
Presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso afirmou que o paciente nem tem o poder de escolher se quer fazer exames ou tomar remédios e é preciso avaliar melhor os dados informados pelo ministro antes de qualquer conclusão.

"O julgamento do que o doente precisa é médico. Às vezes está lá que o doente não foi pegar (o resultado do exame), mas o doente ou o médico viram na internet. Precisamos saber quais lugares têm essa população de pacientes atendidos com exames normais ou que não foram buscá-lo. Porque, senão, fica algo jogado no ar." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo