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segunda-feira, 11 de março de 2019

É ARROCHO: COORDENADOR DA FUP PROCESSA DALLAGNOL POR ACORDO LESIVO À PETROBRAS; SAIBA!


É ARROCHO: COORDENADOR DA FUP PROCESSA DALLAGNOL POR ACORDO LESIVO À PETROBRAS; SAIBA!

Escrito por Portal Click Política 11 de março de 2019

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Imagem do Google

O coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, protocolou na Justiça Federal do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (11), uma Ação Popular (AP) em que pede a anulação do “acordo” firmado entre a Petrobras, o Ministério Público Federal (MPF) e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos que visa destinar R$ 2,5 bilhões da estatal, de origem pública, para uma futura entidade de direito privado de “combate à corrupção”.

A AP denuncia denuncia Deltan Dallagnol e outros procuradores da operação Lava Jato que assinaram o acordo. 

Para Normando Rodrigues, assessor jurídico doa FUP, o acordo é lesivo à Petrobras.

“Os procuradores se ufanam de ter devolvido à Petrobrás R$ 3,24 bilhões, dos quais agora tomam de volta R$ 2,5 bilhões 
(…) 
Assim a vítima do crime (Petrobras) faz um acordo com o investigador do crime (MPF), que custa à vitima 77% do dinheiro que lhe foi devolvido”, explica.

Na ação ingressada na Justiça, o coordenador da FUP cobra que os procuradores da Lava Jato devolvam à estatal o valor depositado que foi firmado no acordo.

Acordo lesivo e subalterno

Em nota, o escritório jurídico Normando Rodrigues, que distribuiu a Ação, destaca que o “pacto de R$ 2,5 bilhões” não foi criado entre o MPF e a Petrobras. 

“Os dois atuam como joguetes do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ), que impôs à subalterna gestão de Pedro Parente um bilionário e prejudicial acordo judicial-administrativo, supostamente em favor dos acionistas da Bolsa de Nova Iorque”, afirma o assessor.

“Estranhamente, os tais acionistas abririam mão de procedimentos nos quais tentavam responsabilizar a Petrobrás pela queda no preço das ações, 
desde que a estatal direcionasse 80% do que se comprometeu a pagar, nos EUA, para este novo acordo entre a Empresa e o MPF. 

Ou seja: cumpre-se um acordo americano, sem processo, debate, ou qualquer previsão legal brasileira”, ressalta a nota do escritório.

Portal Click Política com conteúdo da FORUM


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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

URGENTE: Tsunami norueguês está levando a Petrobras

URGENTE: Tsunami norueguês está levando a Petrobras
ECONOMIA  17:19 19.12.2017(atualizado 17:20 19.12.2017)
 Statoil é hoje a terceira maior petrolífera no Brasil, atrás apenas de Petrobras e Shell
Leon Neal/AFP

Pouco a pouco e sem estardalhaço, a Statoil, estatal norueguesa de petróleo, vê sua participação aumentar no Brasil graças aos acordos firmados com a Petrobras. 
No último, nesta semana, abocanhou 25% na participação que a estatal brasileira detém no Campo de Roncador, na Bacia de Campos.

Descoberto em 1999, com reservas acima da camada do pré-sal, o campo é o terceiro maior do Brasil, com produção de 280 mil barris de petróleo e gás (boe) por dia. 
Ele foi o maior do país até 2015, quando perdeu o posto para o campo de Lula, este no pré-sal.

 A cessão vai render à Petrobras US$ 2,9 bilhões. 
Roncador, com área de 400 quilômetros quadrados, tem cerca de 10 bilhões de barris e uma expectativa de mais um bilhão de barris recuperáveis. Detalhe:

 não houve licitação para a cessão dos 25%, uma vez que a Petrobras considera a Statoil a empresa com melhor tecnologia na recuperação de jazidas em declínio. 

Com o repasse da participação em Roncador, a Petrobras já vendeu US$ 4,5 bilhões em ativos este ano, cifra ainda pequena, segundo analistas, frente à meta da empresa de arrecadar US$ 21 bilhões até o fim de 2018.

A Statoil é sócia da brasileira em 13 áreas de exploração e produção, sendo dez no Brasil e três no exterior. 

Com o acordo, a estatal norueguesa é hoje a terceira maior petrolífera no Brasil, onde já produz 40 mil barris de petróleo e gás no campo Peregrino, também na Bacia de Campos. 

Com a participação em Roncador, a Statoil elevará a produção a 100 mil barris diários, ficando atrás apenas da Petrobras (2,5 milhões de barris) e da Shell (103 mil). 

Além de petróleo, o acordo com a Petrobras também garante à norueguesa acesso ao terminal de Cabiúnas, em Macaé (RJ), considerado o maior ponto de acesso ao gás natural produzido nos campos marítimos. 

Em entrevista à Sputnik Brasil, José Maria Rangel, coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), diz que a venda da participação da Petrobras em Roncador para a Statoil é a continuidade do plano do governo federal de enfraquecer a indústria petrolífera brasileira. 

E ele explica o motivo:

"A Statoil é uma empresa que tem suas reservas em um acentuado declínio de produção e por isso sai mundo afora buscando novas oportunidades de adquirir reservas, e está encontrando um porto seguro aqui no nosso país. 

Ela já adquiriu da Petrobras o campo de Carcará (na Bacia de Santos, por US$ 2,5 bilhões), levando uma quantidade muito grande de barris a preço de banana e agora em Roncador, um dos melhores da Petrobras, além de ter acesso ao terminal de gás de Cabiúnas.

 Mesmo não tendo bola de cristal, a gente sabia que isso iria acontecer, porque um dos pilares do golpe era a entrega de nossas riquezas às multinacionais.

 Com essa doação que a Petrobras está fazendo no campo de Roncador, o barril está saindo a US$ 1", diz o dirigente.

O coordenador da FUP afirma que as petrolíferas em todo o mundo estão correndo atrás de reservas desse mercado, ainda amplamente dominadas por governos, como é o caso da Total (francesa), BP (britânica), Aramco (árabe), PdVSA (venezuelana), entre outras.

Rangel diz que, com a descoberta do pré-sal, os olhos do mundo se voltaram para o Brasil.

 Ele chama a atenção para o fato de que a Noruega criou uma política de conteúdo local, consolidou as empresas norueguesas como grandes marcas no setor e já em 1992, como tudo consolidado, o país começou a se posicionar mundialmente contra a reserva de mercado.

"Ela (Statoil) vai construir agora duas plataformas para operar no campo de Pelegrino. 

Com a aprovação da Medida Provisória 795 (Repetro), que isenta de tributação qualquer importação de equipamentos, ela vai gerar emprego, renda e engenharia lá fora e vai trazer a plataforma toda pronta para cá, e nós vamos ficar chupando o dedo. 

Esse movimento que a Statoil está fazendo vai continuar com as bençãos do senhor Pedro Parente (presidente da Petrobras) e os aplausos do mercado financeiro", dispara o coordenador da FUP.




OBS: No final da pagina tem uma nota para os leitores do blog.