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terça-feira, 4 de abril de 2017

Cargueiro gigante sul-coreano 'afundou em alta velocidade', afirmam sobreviventes

Cargueiro gigante sul-coreano 'afundou em alta velocidade', afirmam sobreviventes
6 horas atrás 04/04/2017
 Cargueiro gigante sul-coreano 'afundou em alta velocidade', afirmam sobreviventes
© BBC Cargueiro gigante sul-coreano 'afundou em alta velocidade',
 afirmam sobreviventes

Dois filipinos que podem ser os únicos sobreviventes de um naufrágio de um navio cargueiro no Atlântico Sul disseram ter visto a embarcação afundar, em alta velocidade, diante do bote salva-vidas em que escaparam.

O gigantesco navio de carga Stellar Daisy, operado pela empresa Polaris Shipping (Coreia do Sul) e com bandeira das ilhas Marshall, transportava 260 mil toneladas de minério de ferro do Brasil para a China. Havia deixado o porto de Itaguaí, no Rio, na semana passada, com 16 tripulantes filipinos e oito sul-coreanos.

A última informação sobre o paradeiro do navio de 312 metros de comprimento era de sexta-feira (31), quando um tripulante enviou uma mensagem à empresa dona do cargueiro para informar sobre entrada de água na embarcação.

"Eles (sobreviventes) ouviram um forte ruído. Em seguida, a tripulação foi avisada que o navio estava se partindo e que deveriam abandoná-lo imediatamente", afirmou à BBC Brasil o capitão Gaston Jaunsolo, porta-voz da Marinha uruguaia.

Com a situação de emergência, os dois filipinos saltaram ao mar e conseguiram alcançar um dos botes lançados na água.

O Stellar Daisy desapareceu a 3,7 mil km de Montevidéu e a 2,5 mil km do Rio de Janeiro, segundo a Marinha brasileira.

Segundo o porta-voz da Marinha do Uruguai, as buscas para encontrar os demais 22 tripulantes "não teve avanços". Esperanças de encontrar novos sobreviventes se reduzem com o passar dos dias.

'Foi muito rápido'
As buscas vêm sendo coordenadas pela Marinha uruguaia, com apoio de Brasil e Argentina. Uma fragata brasileira deve chegar à região do acidente na quinta-feira, e um avião brasileiro sobrevoa a área à procura de sobreviventes.

"Não sabemos ainda qual é a causa (do acidente). Mas eles (sobreviventes) assistiram enquanto o navio afundou. Disseram que foi muito rápido. Não disseram se o navio de fato se rompeu", disse Jaunsolo.

Apesar de sua dimensão, o Stellar Daisy sumiu deixando até agora apenas alguns salva-vidas como rastro - os botes foram encontrados vazios por navios mercantes na região.

Havia ainda, segundo Jaunsolo, um forte odor de combustível na área das buscas. O cheiro, disse o porta-voz, poderia indicar a ruptura de um tanque de combustível ou a inundação da sala de máquinas.

O testemunho dos dois filipinos será crucial para tentar desvendar o que aconteceu com o navio.

Sobreviventes embarcados
Apesar de a área do naufrágio ser de águas internacionais, o governo uruguaio tem responsabilidade de busca e salvamento na região.

Desde sexta-feira, navios mercantes que estavam nas imediações do acidente vêm conduzindo as buscas, após direcionamentos pela Marinha uruguaia.

Os filipinos sobreviventes estão a bordo de um desses navios - continuam, portanto, embarcados na área do acidente que testemunharam.

Segundo Jaunsolo, eles foram atendidos a bordo do navio e lá permaneceram por não demandarem maior atenção médica. "Eles não estavam em más condições de saúde e o atendimento a bordo foi o suficiente."

Os filipinos tiveram que esperar cerca de 24 horas nos salva-vidas até o resgate, no sábado.

O navio Elpida, que agora abriga os dois tripulantes como passageiros, estava a caminho de Cingapura, e retomará o percurso assim que as buscas forem encerradas. Levará ambos até o país, de onde deverão voltar para casa, nas Filipinas.





domingo, 23 de outubro de 2016

EUA planeja ofensiva contra Coreia do Norte por arma nuclear

EUA planeja ofensiva contra Coreia do Norte por arma nuclear
22.10.2016
EUA planeja ofensiva contra Coreia do Norte por arma nuclear. 25314.jpeg

Após a falha no lançamento de um míssil nesta quinta-feira por parte da Coreia do Norte, as forças armadas de EUA e Coreia do Sul acordaram intensificar os esforços para contrapor as manobras nucleares.

20 de outubro de 2016 /Tradução de Edu Montesanti
O chefe do Pentágono, Ashton Carter, garantiu nesta quinta que os Estados Unidos responderam de maneira "esmagadora" se a Coreia do Norte realizar novos testes nucleares. A ofensiva poderia ocorrer logo após as eleições presidenciais de 8 de novembro.+
http://www.telesurtv.net/news/EE.UU.-planea-ofensiva-contra-Corea-del-Norte-por-arma-nuclear-20161020-0048.html

"Não se enganem, qualquer tipo de ataque aos Estados Unidos ou a nossos aliados e, sobretudo o uso de armas nucleares, contará com uma resposta esmagadora", afirmou Carter durante uma entrevista coletiva conjunta com o ministro da Defesa sul-coreano, Han Min-koo.2

"Os Estados Unidos estão comprometidos com a defesa de seus aliados, e para isso se serve de todo o espectro do poder militar estadunidense", afirmou Carter após a visita do ministro Han e do ministro de Relações Exteriores, Yun Byung-se para reafirmar seu compromisso com a defesa da Coreia do Sul, onde os EUA mantêm mais de 28.500 soldados como medida dissuasória diante da Coreia do Norte.

A Coreia do Norte testou, nesta quinta-feira, um míssil que falhou imediatamente após seu lançamento, informaram as forças armadas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul horas depois de que ambos os países acordaram intensificar os esforços para contrapor a ameaça nuclear e de mísseis de Pyongyang, divulgaram as agências de notícias.


terça-feira, 26 de julho de 2016

MULTINACIONAIS OBRIGAM FUNCIONÁRIOS A USAR FRALDA E PROÍBEM IDA AO BANHEIRO

MULTINACIONAIS OBRIGAM FUNCIONÁRIOS A USAR FRALDA
 E PROÍBEM IDA AO BANHEIRO
31 DE MAIO DE 2016 atualizado em 25/07/2016 METAL REVISTA
Parece história da época da Revolução Industrial na Inglaterra, mas não é. Para dar mais velocidade à linha produtiva, multinacionais de diferentes ramos obrigam seus funcionários a usar fralda geriátrica, proibindo-os de ir ao banheiro. Em pleno século XXI, casos como esses seguem se repetindo.
NISSAN
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A montadora japonesa Nissan vem sendo acusada pela United Auto Works Union (UAW), sindicato dos trabalhadores da cadeia automotiva e maior entidade sindical dos EUA, de obrigar funcionárias da fábrica situada no município de Canton, Mississipi, a usar fralda geriátrica.
Colaboradoras da fábrica relatam que foram orientadas pela chefia a usar fraldas, embora tenha havido resistência por parte delas. O motivo: acabar com pausas e interrupções com idas ao banheiro.
Em fevereiro desse ano, houve protestos no centro do Rio em frente à sede do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos – Rio 2016 contra as condições de trabalho impostas pela Nissan nos EUA. A marca patrocina o evento esportivo.
SETOR AVIÁRIO
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Quatro empresas gigantes do setor avícola também são alvo de denúncias por abuso ao trabalhador. São elas a multinacional Tyson Foods, a Pilgrim’s Pride, pertencente à brasileira JBS, a Perdue Farms e a Sanderson Farms. Juntas, elas controlam 60% do mercado de aves nos Estados Unidos.
Segundo a Organização Oxfam América, que denunciou o caso por meio de relatório publicado em maio desse ano, a imensa maioria dos 250 mil trabalhadores do setor nos EUA são forçados a usar fralda no ambiente de trabalho.
Foram centenas de entrevistas com funcionários da linha de produção das maiores empresas do processamento de aves. Trabalhadores que pedem para ir ao banheiro são ameaçados de demissão. Muitos, por evitar beber líquidos durante muito tempo, suportam dores consideráveis para manter seus empregos.
A Oxfam alega inadequação nas pausas no trabalho, o que viola as leis norte-americanas de segurança no trabalho. A organização, em seu relatório, ainda traz dados de 2013 da associação Southern Poverty Law Center do estado do Alabama sobre condições de trabalho.
Por lá, dos 266 trabalhadores que participaram da pesquisa, quase 80% não pode ir ao banheiro. Já no Minnesota, em material realizado pela Greater Minnesota Worker Center lançado em abril, ao norte dos EUA, 86% dos trabalhadores pesquisados afirma ter menos de duas paradas para ir ao banheiro por semana.
WAL MART
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A rede internacional de supermercados Wal Mart também tem histórico de violação dos direitos humanos.
Abusos cometidos pela multinacional foram divulgados por pesquisadores no livro Riqueza e Miséria do Trabalho no Brasil, organizado pelo professor titular de Sociologia no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Ricardo Antunes. O assunto do uso de fraldas foi abordado por ele durante palestra no II Seminário – A Receita Federal e o Interesse Público, em Campinas-SP.
Já detectamos várias tentativas de se trazer ao Brasil essa prática do uso de fraldas geriátricas, revela Ricardo Antunes. “Há abusos desse gênero documentados
tramitando na Justiça do Trabalho no Brasil”, informa.
Recentemente, o maior fornecedores de camarão do Wal Mart, sediado na Tailândia, foi descoberto utilizando escravos. O caso foi denunciado por veículos como o The Guardian e a Fortune.
EMPRESA SUL-COREANA
Em 2013, a multinacional sul-coreana Lear, fabricante de arnese (tipo de gancho usado para alpinismo), foi denunciada por impor a funcionários, principalmente mulheres, o uso de fraldas para não abandonar a posição com idas ao banheiro. O caso foi registrado em fábrica da empresa em Honduras, país da América Central, que contava com 4 mil empregados.

A denúncia foi feita por um dirigente sindical. Daniel Durón contou que só foi possível divulgar o caso após pressão de autoridades internacionais. Mesmo tendo repercussão no mundo todo, a Lear tentou resistir e impedir o acesso dos órgãos hondurenhos de fiscalização do trabalho.