quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Com 400 Investigações Em Andamento, Lava Jato De Curitiba Pode Acabar Em Menos De Um Mês


Com 400 Investigações Em Andamento, Lava Jato De Curitiba Pode Acabar Em Menos De Um Mês

27/08/2020


Com 400 Investigações Em Andamento, Lava Jato De Curitiba Pode Acabar Em Menos De Um Mês

Celeste Silveira 26 de agosto de 2020 


Reuters – 

A força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, berço da operação e com 400 inquéritos em andamento com várias frentes de investigação, como casos envolvendo empreiteiras, empresas estrangeiras e multinacionais que firmaram contratos com a Petrobras, segundo informações obtidas pela Reuters, enfrenta pressões em meio à discussão sobre o fim do grupo em menos de um mês.

Há cerca de 200 inquéritos abertos pela polícia e outros 200 pelo Ministério Público Federal, de acordo com fontes. 

Existem ainda apurações sobre lavagem de dinheiro com galerias de arte e iniciativas sob sigilo e inéditas que envolvem políticos que perderam foro privilegiado, além de tratativas sobre eventuais acordos de delação premiada e de leniência em curso.

Essas linhas de investigação da força-tarefa de Curitiba podem ser afetadas caso o procurador-geral da República, Augusto Aras, um crítico antigo da Lava Jato, decida não renovar até o dia 10 de setembro a designação dos procuradores do grupo.

O debate sobre a prorrogação da força-tarefa ocorre no pior momento da operação, admitiram fontes envolvidas.

Entre os vários pontos de atrito recentes entre apoiadores e críticos da Lava Jato estão pedidos para afastar o coordenador da força-tarefa em Curitiba, Deltan Dallagnol, suspensos pelo Supremo Tribunal Federal; 
a derrubada recente de decisões sobre a Lava Jato no Supremo e a possibilidade de novos reveses, inclusive em processos que envolvem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva;
 o aumento das críticas à operação no Congresso com ameaças de CPIs, e a aproximação do presidente Jair Bolsonaro com parlamentares do centrão, muitos deles alvos da operação.

Atualmente, são 14 procuradores que atuam com dedicação exclusiva e 45 servidores auxiliando a força-tarefa de Curitiba, que continuam a trabalhar remotamente desde 15 de março e sempre se reunindo virtualmente ao menos uma vez por semana devido à pandemia do novo coronavírus.

O grupo quer seguir com as investigações e argumenta que, além de uma série de inquéritos para tocar, tem tido um histórico eficiente: até julho de 2020, segundo dados obtidos pela Reuters, foram recuperados quase 15 bilhões de reais aos cofres públicos; firmadas 209 delações premiadas e 15 acordos de leniência; houve 71 fases, 532 pessoas acusadas criminalmente em 125 denúncias; 263 condenações de 165 pessoas.

“O modelo de forças-tarefas é usado no mundo inteiro para investigar e atuar contra esquemas criminosos complexos.

Um procurador sozinho não dá conta de todo o trabalho. 
Os números mostram que o modelo é eficiente e compensa”, disse o ex-juiz da Lava Jato e ex-ministro Sergio Moro à Reuters, exaltando os números da operação.

Por ora, segundo fontes ligadas a Aras, não há uma decisão sobre prorrogar a força-tarefa de Curitiba.

“Enquanto pudermos entregar coisas relevantes, a força-tarefa tem que ser mantida”, disse um dos integrantes da força-tarefa de Curitiba à Reuters, sob a condição do anonimato, diante da sensibilidade do assunto.

No fim de julho, o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques, abriu uma consulta para saber quais procuradores teriam interesse de fazer parte de forças-tarefas. 

O interessado terá de acumular o trabalho da força-tarefa com o que desempenha atualmente e precisará do aval do coordenador da apuração —em Curitiba, a aquiescência é dada por Deltan Dallagnol.

Jacques destacou na consulta que o conjunto das forças-tarefas é maior que as unidades do MPF em 20 Estados, entre eles Amazonas, Mato Grosso e Distrito Federal. Pelas contas, segundo uma das fontes, são de 65 a 70 procuradores nesses grupos. 

O teto de gastos tem impedido o crescimento do número de procuradores, acrescentou o vice-procurador.

Outra questão também é o custo das forças-tarefas. Em 2018, as despesas com diárias e passagens foi maior do que qualquer procuradoria no país e há também o gasto de 3,7 milhões de reais em gratificações pagas a procuradores por acumularem o trabalho dos colegas que estão cedidos aos grupos.

“Essa nova realidade constitucional impõe ao Ministério Público Federal uma nova racionalidade no enfrentamento de suas prioridades e na sua dispersão territorial”, considerou Jacques.

Uma fonte ligada a Aras —procurador-geral escolhido por Bolsonaro fora da lista tríplice da categoria— contestou o argumento de eficiência usado pela Lava Jato de Curitiba. 
Destacou que o dinheiro devolvido pela operação não vai para o caixa do MPF e que essa é a função do próprio procurador.

No embate com a força-tarefa de Curitiba, Aras chegou a dizer que haveria uma “caixa de segredos” no grupo com informações fora do sistema do MPF, fala repudiada pelo grupo.

 Durante o recesso do Judiciário, a PGR chegou a obter uma liminar do presidente do STF, Dias Toffoli, para ter acesso ao banco de dados das Lava Jato de Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. 
Depois, o relator da operação no Supremo, Edson Fachin, barrou esse repasse.

Fora do MPF, há também críticas sobre a força-tarefa. Investigado na operação perante o Supremo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vê excessos e respaldou críticas de Aras à operação. 

Recentemente, em entrevista ao jornal O Globo, o filho mais velho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), disse que as investigações da operação tentam fazer “gol de mão”.

Embora não tenha questionado a ação, Bolsonaro tem se mantido em silêncio quanto à Lava Jato, após efusivos elogios desde a época da campanha eleitoral de 2018. 
Afirmou há semanas numa rede social que não respondia por operações conduzidas por outros Poderes.

“Qualquer operação, de combate à corrupção ou não, deve ser conduzida nos limites da lei, e assim tem sido feito no meu governo”, disse Bolsonaro no Twitter. “Quanto às operações conduzidas por outro Poder, quem responde pelas mesmas não sou eu.”

Para um ministro do STF, esse modelo de gestão de forças-tarefas tem dado sinais de problema, e Aras tem atuado para tentar melhorar a governança. “A parte quer mandar no todo”, criticou.

APOIO POPULAR

Apesar das críticas e pressão pelo seu encerramento, a Lava Jato em Curitiba conta com amplo apoio na sociedade. 

Sondagem divulgada pelo Instituto Paraná Pesquisas apontou que 78,1% dos entrevistados são favoráveis à continuidade da grupo ante apenas 15,8% contrários —6,1% não opinaram. A sondagem ouviu 2.260 pessoas em todo o país, entre 11 e 15 de agosto.

Integrante do Grupo Muda Senado, que apoia a Lava Jato, o senador Major Olimpio (PSL-SP) disse que há um movimento que envolve segmentos dos três Poderes e também interno da PGR para esvaziar a operação, contestar e anular julgamentos e paralisar investigações. “Claro que há hoje uma campanha de satanização da Lava Jato”, afirmou ele.

Também integrante do Muda Senado, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) acredita que se há excessos, caberia à Corregedoria do MPF avaliar. Há procedimento neste sentido aberto no órgão. “As condições para não se renovar a força-tarefa estão sendo dadas”, disse o senador.

Randolfe e Olimpio participaram recentemente de uma conversa virtual com Aras na qual disseram que o procurador-geral não se comprometeu com a prorrogação do grupo.

 Procurado pela Reuters, o procurador-geral não se pronunciou.

Entre as possibilidades, segundo fontes, a PGR estuda se mantém o grupo, se o fatia ou coloca-o subordinado à Unac (Unidade Nacional Anticorrupção) —órgão que poderá ser criado para chefiar as forças-tarefas— ou até mesmo substituí-las. 

O debate sobre a criação da Unac está sendo travado no Conselho Superior do MPF, o principal órgão administrativo da instituição.

A possibilidade de se criar uma estrutura que pode ser ligada diretamente à cúpula da PGR preocupa integrantes da operação. 
Dois deles concordam com o fim da força-tarefa e até se atrelar as apurações à Unac, mas desde que haja uma autonomia em relação ao procurador-geral.

“Em nenhum momento, os atuais membros das forças-tarefas foram contra essa nova estrutura da Unac”, disse um procurador que atua na Lava Jato. “Queremos uma estrutura que funcione independentemente de quem seja o procurador-geral”, completou.

Procuradores da Lava Jato têm conversado com integrantes do Conselho Superior do MPF a fim de garantir —em caso de extinção das forças-tarefas— que procuradores continuem a conduzir as apurações, segundo uma das fontes.

Duas fontes admitem haver incômodo dentro e fora da instituição com o nome Lava Jato e até não se preocupam com o fim desse uso. “Não precisa se prender nisso, querem mudar o nome, dê outro”, disse uma delas.

No grupo, segundo uma fonte, há quem veja que o procurador-geral, com suas críticas à Lava Jato, pode, no final, estar prestando um serviço à narrativa de Lula, que busca tirar a legitimidade de uma eventual candidatura presidencial de Moro em 2022. 

Um interlocutor de Aras contesta essa avaliação. “Se há esse tipo de leitura, é um erro em princípio. A força-tarefa está querendo se colocar como cabo eleitoral?”, questionou.

Para Moro, que não comentou essas discussões, a operação representou o fim da tradição de impunidade da grande corrupção no Brasil, na esteira do caso do mensalão, julgado pelo Supremo. Disse que quando juiz sempre decidiu com base na lei e em provas.

“Nunca houve qualquer política. Nunca tive questões pessoais com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, destacou, citando que a sentença que deu sobre ele —a condenação em 2017 no caso do tríplex do Guarujá— foi confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região e pelo Superior Tribunal de Justiça.

“A Lava Jato foi o produto de uma ação das instituições de Estado, várias delas, em várias instâncias, inclusive do Supremo Tribunal Federal. 
Como ela foi muito abrangente, despertou vários inimigos que, por vezes, são pessoas politicamente poderosas. 

Algumas críticas são compreensíveis e devem ser consideradas, outras são motivadas por interesses não coincidentes com a aplicação da lei”, concluiu.

ERROS E AVANÇOS
Em entrevista à Reuters, o professor José Eduardo Faria, docente no Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito da Universidade de São Paulo e da Fundação Getúlio Vargas, afirmou que a força-tarefa de Curitiba cometeu erros, citando inexperiência de integrantes em como lidar com novos fatos, uso e abuso de interpretações baseadas em princípios e trocas de informações, uma referência às mensagens da chamada Vaza Jato.

Contudo, Faria avalia que isso não é motivo para enterrar a Lava Jato ou a figura jurídica das forças-tarefas. Para ele, houve um saldo positivo de avanços com as investigações. “Os excessos não autorizam a destruição da Lava Jato”, disse.

O professor da USP e da FGV disse que um traço comum nas forças-tarefas é a presença de procuradores e juízes que estudaram no exterior e tiveram contato com uma concepção do direito penal anglo-saxônica, baseada em princípios e conceitos mais abertos, que se choca com a cultura do país que é franco-romano-germânica, com tipos penais claros.

O docente disse que o “pecado mortal” da força-tarefa foi a ida de Sergio Moro para o governo Jair Bolsonaro. Segundo ele, ao haver uma “evidente vinculação” de Moro com os procuradores, o ingresso do ex-juiz no governo fez com que eles perdessem seu “grande trunfo” e “capital simbólico”.

“No momento em que o então juiz Sergio Moro aceitou ser ministro da Justiça de um presidente sem biografia, que foi eleito por circunstâncias que não cabe agora (discorrer), naquele momento ele, de certo modo, tirava da Lava Jato a ideia de que era uma operação que era absolutamente isenta, objetiva, sem envolvimento partidário”, disse.

“E isso enfraqueceria a ideia de uma força-tarefa do Ministério Público, abriria caminho para que houvesse uma ruptura interna dentro do próprio Ministério Público Federal, como está acontecendo, e isso geraria uma pressão da classe política contra as forças-tarefas de modo geral”, completou.

*Ricardo Brito/Reuters



quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Coaf Aponta Pagamento De R$ 276 Mil Feito Por Wassef A Advogado Que Defendeu Bolsonaro


Coaf Aponta Pagamento De R$ 276 Mil Feito Por Wassef A Advogado Que Defendeu Bolsonaro
26/08/2020


Coaf Aponta Pagamento De R$ 276 Mil Feito Por Wassef A Advogado Que Defendeu Bolsonaro

Celeste Silveira 26 de agosto de 2020 


Advogado diz que atuou de graça para o presidente e que pagamentos foram honorários de uma causa em parceria com Wassef 
O advogado Frederick Wassef fez pagamentos que totalizaram R$ 276 mil a um advogado que defendeu o presidente Jair Bolsonaro em duas ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF) por apologia ao estupro e injúria, movidas com base em declarações feitas por ele contra a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS). 

Os dados constam do relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sobre as movimentações suspeitas de Wassef, enviado para órgãos de investigação.

Segundo documentos dos processos, Arnaldo Faivro Busato Filho entrou na defesa de Bolsonaro perante o STF em junho de 2017. 

O relatório do Coaf registra esse repasse no intervalo entre 2015 e 2020, mas não especifica quando ocorreram os pagamentos. 

Procurado, Busato afirmou que não cobrou honorários para defender Bolsonaro e disse que os pagamentos recebidos de Wassef eram referentes a um inquérito no qual eles atuavam em parceria, em tramitação no Maranhão.

*Com informações de O Globo

CONTINUA
Google Deve Ceder Dados De Usuários Envolvidos No Caso Marielle, Decide STJ


Celeste Silveira 26 de agosto de 2020


Em julgamento na Terceira Seção na tarde desta quarta-feira (26) o STJ (Superior Tribunal de Justiça) deu um parecer favorável ao MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) na disputa com o Google sobre o fornecimento de dados na investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e seu motorista Anderson Gomes. 

oito dos nove ministros acompanharam o voto do relator Rogério Schietti Cruz.

O Google entrou com um mandado de segurança se recusando a oferecer as seguintes informações:

Todos os dados de geolocalização dos usuários que estavam na noite de 2 de dezembro de 2018 nos arredores de onde foi visto pela última vez o carro usado pelos atiradores.

 Devem ser apresentadas informações coletadas em um período de 15 minutos;

Buscas no Google por sete palavras-chave (“Marielle Franco”, “vereadora Marielle”, “agenda Marielle”, “agenda vereadora Marielle”, “Casa das Pretas”, “Rua dos Inválidos 122” e “Rua dos Inválidos”) feitas por quaisquer usuários nos cinco dias antes da noite do crime.

Em sustentação oral durante o julgamento, o advogado Eduardo Mendonça, que representou o Google, destacou que a empresa colaborou fornecendo “dados específicos de mais de 400 pessoas e dados de conteúdos específicos de mais de 30 usuários” à investigação dos homicídios. 

O Google argumentou que os dois pedidos citados acima eram desproporcionais e pouco específicos, assim como violariam a privacidade de milhões de usuários que nada tinham a ver com o crime.

O MP-RJ, por meio do procurador Orlando Belém, refutou a argumentação do Google. “Há uma proporcionalidade, na medida em que não conseguimos ter elementos indicativos para encontrar a autoria intelectual do crime. 

Há uma necessidade efetiva e um interesse público para o reconhecimento e a concessão da ordem”, afirmou Belém, que ainda destacou que as autoridades não veem prejuízo à privacidade na requisição de dados.

Em seu voto, acompanhado por quase todos colegas, exceto o ministro Sebastião Reis, o relator Rogério Schietti Cruz distinguiu o pedido de dados a interceptações telefônicas ao abordar a questão da privacidade. 

O relator também julgou a cessão dos dados como adequada, necessária e proporcional, por ter como norte a apuração de “gravíssimos crimes” pelo fato de que os dados de pessoas que forem cedidos pelo Google à investigação não serão publicizados.

“Em nenhum momento vi qualquer direcionamento à revelação de nomes de pessoas. O que se pretendeu foi a identificação de IPs, dados que identifiquem correspondências de acessos a determinados aplicativos. 

Creio que qualquer um de nós, nesses dias que se sucederam à morte de Marielle Franco, acessamos portais, procuramos saber quem era a vítima e nem por isso nos tornamos suspeitos e nem por isso estaremos tendo nossa privacidade invadida por essas informações estarem sendo transmitidas ao provedor”, declarou o relator.

Único a divergir, o ministro Sebastião Reis disse que entende que há uma quebra ao direito ao sigilo e ao direito à privacidade. Questionou a falta de foco dos pedidos e os chamou de genéricos.

O motivo dos pedidos do MP

A promotoria estadual acredita que estes dados podem dar cara e nome aos assassinos que estavam no veículo usado no crime, um Cobalt prata e de placa KPA-5923. Foi este o carro usado pelos homens que mataram Marielle e Anderson em março de 2018.

O veículo só seria visto novamente quase nove meses depois, em um pedágio da Via Transolímpica, que liga o Recreio dos Bandeirantes a Deodoro, ambos na Zona Oeste do Rio. 
Os investigadores já analisaram as imagens das câmeras do local, mas não conseguiram identificar os ocupantes do carro.

 As defesas dos dois suspeitos presos pelo crime —o sargento reformado da PM, Ronnie Lessa, e do ex-PM Élcio Vieira de Queiroz— afirmam que eles não foram filmados dentro do carro.

Mas, para investigadores e promotores, é possível chegar aos criminosos e até ao mandante por meio do cruzamento dos dados produzidos pelos celulares de quem estava na região e com as buscas online por termos relacionados à rotina de Marielle.

Após acionar a Justiça ainda em agosto de 2018, o MP-RJ chegou a obter decisões favoráveis. Mas o Google levou a discussão para instâncias superiores ao recorrer ao STJ em janeiro deste ano.

O Google argumenta na Justiça que o caráter genérico da solicitação viola a Constituição e o MCI (Marco Civil da Internet). 

Acrescenta ainda que uma decisão neste sentido poderia abrir precedentes para que outras situações de quebra em massa do sigilo de informações ocorressem no futuro.

A empresa mantém um site em que informa o número de solicitações de órgãos do governo por semestre. 
O dado mais recente disponível diz que de julho a dezembro de 2019, a empresa recebeu 3.737 solicitações de autoridades brasileiras.

O relator do caso no tribunal, ministro Rogério Schietti Cruz, disse em junho que o assunto vai muito além da investigação a respeito de Marielle Franco, pois há um “aparente confronto entre o direito à privacidade dos indivíduos e o interesse público na atividade de persecução penal e de segurança pública”.

*Rodrigo Trindade/Uol




terça-feira, 25 de agosto de 2020

Datena detona Bolsonaro e o chama de “bundão”


Datena detona Bolsonaro e o chama de “bundão”
25/08/2020


Datena detona Bolsonaro e o chama de “bundão”
24/08/2020

Datena rebateu a declaração em rede nacional afirmando que “Bundão é o Jair. 

Bundão é o senhor. Eu não sou bundão, presidente”

247 – O apresentador de televisão José Luiz Datena rebateu Jair Bolsonaro, que chamou os jornalistas de “bundões” durante evento no Palácio do Planalto, nesta segunda-feira, 24.

 Datena rebateu a declaração em rede nacional afirmando que “Bundão é o Jair. Bundão é o senhor. Eu não sou bundão, presidente“.

“Ele abre um caminho de duas mãos, porque ele não pode ofender qualquer cidadão brasileiro da forma que ele ofendeu. 

Eu, por exemplo, sou do jornalismo e não sou bundão”, falou o apresentador.

Com o Brasil registrando mais de 114 mil mortes em função da pandemia do novo coronavírus, Bolsonaro participou de um evento, intitulado “Vencendo a Covid-19″. 

Durante sua participação, Bolsonaro não fez qualquer menção às vítimas da Covid-19 e voltou a atacar os jornalistas. “Quando pega num bundão de vocês a chance de sobreviver é bem menor”, disse.

Neste domingo ele disse ter vontade de “encher de porrada” a boca de um jornalista, após ser questionado sobre envolvimento de Michelle Bolsonaro com o ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, em esquema de lavagem de dinheiro nas rachadinhas da Alerj.

CONFIRA:
Datena reage a fala contra jornalistas e chama Jair Bolsonaro de bundão (24/08/2020)
Datena reage a fala contra jornalistas e chama Jair Bolsonaro de bundão (24/08/2020)


CONTINUA
Sheherazade diz que Lava Jato perseguiu Lula para tirá-lo das eleições


25/08/2020

A jornalista Rachel Sheherazade fez uma autocrítica e avaliou que a Operação Lava Jato, que ela apoiava anteriormente, na realidade perseguiu Lula para tira-lo das eleições de 2018 e pavimentar a vitória de Bolsonaro.

Anteriormente uma grande apoiadora da Operação Lava Jato, a jornalista Rachel Sheherazade reavaliou o papel da operação.

De acordo com ela, a Operação Lava Jato usou seu “poder persecutório” para tirar segundo ela mesmo, o candidato que liderava todas as pesquisas de intenção de voto.

Ou seja, Luiz Inácio Lula da Silva ou melhor: Lula.
 

“o Ministério Público e a Justiça usaram do seu poder persecutório para tirar o candidato que, segundo as pesquisas, ganharia a eleição”,.

Ainda de acordo com Sheherazade, ela afirma que não diz que não “está julgando se Lula cometeu ou não crimes, pois não conhece o processo”.






segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Processo Contra Dallagnol Sobre Power Point De Lula É Marcado Pela 43ª Vez, Será Amanhã

Processo Contra Dallagnol Sobre Power Point De Lula É Marcado Pela 43ª Vez, Será Amanhã

24/08/2020


Processo Contra Dallagnol Sobre Power Point De Lula É Marcado Pela 43ª Vez, Será Amanhã

Celeste Silveira 24 de agosto de 2020 



O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) pautou para esta terça-feira (25) o julgamento do caso do power point apresentado por Deltan Dallagnol, que colocou Lula como chefe de uma organização criminosa. 

Essa é a 43a vez que o pedido da defesa do petista entra na pauta do órgão, em quatro anos.

Para envolvidos no caso, há três cenários em vista. 
O primeiro seria o CNMP analisar o caso amanhã e tornar sem objeto a ação apresentada pela defesa do Lula. 

Seus advogados levaram um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando que o julgamento de Deltan ocorresse antes de sua prescrição. 

O segundo seria o ministro Edson Fachin, relator do pedido de Lula na Corte, decidir sozinho se o processo deve ser julgado nas três sessões que restariam antes da prescrição, no dia 13. 
Outra possibilidade é que o ministro leve o tema para ser apreciado pela Segunda Turma do STF, na próxima quinta-feira (27).

Os advogados de Lula alegam que Deltan e outros procuradores da força-tarefa da Lava-Jato “usaram a estrutura do Ministério Público Federal para manifestar posicionamentos políticos” e pedem que sejam punidos pelo Ministério Público Federal.

*Com informações de O Globo

CONTINUA
Vídeo: Bolsonaro, Genocida, Chama De “Bundões” As 115 Mil Vítimas Da Covid-19

Celeste Silveira 24 de agosto de 2020 


Quando as pessoas acham que um imbecil chegou ao máximo da torpeza com declarações estúpidas, ele consegue surpreender ainda mais chamando de “bundões” as 115 mil vítimas fatais da Covid-19.

Este é o caso de Bolsonaro que, não satisfeito em praticar a política da morte durante a pandemia, resolveu atacar as suas vítimas qualificando-as de “bundões”.

Bolsonaro não respeita nada e ninguém.
Imaginem o que as famílias de pessoas que perderam a vida por Covid pensam quando veem o genocida fazer chacota de uma tragédia como essa porque passa o Brasil.

Tudo para atacar os jornalistas, já que, neste domingo, foi perguntado por um deles, “Presidente, por que sua esposa, Michelle, recebeu R$ 89 mil de Fabrício Queiroz?”

VEJA O VÍDEO
Bolsonaro ataca a imprensa e chama jornalistas de 'bundões'
Bolsonaro ataca a imprensa e chama jornalistas de 'bundões'

*Da redação


domingo, 23 de agosto de 2020

Bolsonaro a jornalista: “Vontade que tenho é encher sua boca de porrada”


Bolsonaro a jornalista: “Vontade que tenho é encher sua boca de porrada”

23/08/2020


Bolsonaro a jornalista: “Vontade que tenho é encher sua boca de porrada”

23/08/2020


Bolsonaro perdeu a linha com jornalista de O Globo, que  perguntou sobre os depósitos de Queiroz recebidos por Michelle Bolsonaro.

Surpreendentemente Bolsonaro perdeu a paciência e ameaçou o jornalista.

Antes de mais nada, parece que encontraram um ponto em que Bolsonaro perde qualquer tipo de pudor e controle emocional.

E o que o deixou descontrolado dessa vez foi… uma pergunta sobre depósitos de Queiroz para Michelle Bolsonaro.

De acordo com matéria no UOL, Bolsonaro chegou a ameaçar de agressão física um jornalista do jornal O Globo.

Vontade que tenho é encher sua boca de porrada .
 
Bolsonaro foi questionado do porque Queiroz teria feito depósitos a Michelle Bolsonaro, no entanto em vez de Bolsonaro responder algo, partiu para as ameaças.

Logo após a ameaça, Bolsonaro foi questionado por outros jornalistas se aquilo era uma ameaça, porém Bolsonaro saiu sem dizer nada.


Depósitos de Queiroz a Michelle Bolsonaro
De acordo com informações reveladas pelo jornal Folha de São Paulo, Queiroz  depositou 21 cheques na conta de Michelle Bolsonaro.

Bolsonaro fazia uma visita à Catedral de Brasília, quando se irritou.

VEJA O VÍDEO
Bolsonaro ameaça repórter: “vontade é encher tua boca na porrada”, diz após pergunta sobre Queiroz
Bolsonaro ameaça repórter: “vontade é encher tua boca na porrada”, diz após pergunta sobre Queiroz