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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

MP denuncia estudante que fez vídeo ameaçando ‘matar a negraiada’


MP denuncia estudante que fez vídeo ameaçando ‘matar a negraiada’

Da Redação  2 horas atrás 18/02/2019

 O estudante Pedro Baleotti, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em um de seus vídeos
© Reprodução/YouTube O estudante Pedro Baleotti, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em um de seus vídeos

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou o estudante de direito Pedro Bellintani Baleotti, de 25 anos, por prática ou incitação de discriminação ou preconceito de raça e cor. 

O caso aconteceu em Londrina, no interior do Paraná, em 2018. As informações são do G1.

Baleotti é investigado após aparecer em um vídeo dizendo 
“Tá vendo essa negraiada? Vai morrer, vai morrer”. 

As imagens aconteceram quando ele estava a caminho da votação do segundo turno das eleições, em outubro do ano passado. 

Por conta do vídeo, protestos aconteceram na universidade onde ele cursava Direito em São Paulo e o estudante chegou a ser expulso antes de, após decisão judicial, ser reintegrado.

De acordo com o MP do Paraná, o estudante praticou racismo qualificado e cometeu o crime por intermédio de meios de comunicação social.

 “O denunciado, ao referir-se a cor das pessoas que estavam nas ruas do município, e insinuando o descontentamento em relação aos negros em geral, desconsiderou a importância do negro para a formação do Brasil”, diz parte da denúncia.

Após a repercussão do caso, em 2018, o estudante foi entrevistado pela TV Globo e negou ser racista, preconceituoso e violento. 

Ele ainda pediu perdão para as pessoas citadas em seu “áudio completamente infeliz”.


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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

FIM DO MISTÉRIO! Descoberto Os Responsáveis Por ‘Vazar’ Vídeo E Mostrar A Verdade Face De Waack

FIM DO MISTÉRIO! Descoberto Os Responsáveis Por ‘Vazar’ Vídeo E Mostrar A Verdade Face De Waack
Por Redação Click Política Última Atualização 9 nov, 2017
 

A rádio Jovem Pan conseguiu contato com os responsáveis pelo vazamento do vídeo em que William Waack profere comentários racistas.

Nas imagens, Waack se prepara para uma entrevista durante a cobertura das eleições norte-americanas do ano passado, quando alguém na rua começa a disparar uma buzina na rua.


Contrariado, ele xinga a pessoa e depois solta um comentário que aparentemente diz: “é coisa 
de preto”.

Os responsáveis pelas imagens finalmente apareceram: são o operador de VT Diego Rocha Pereira, 28; e o designer gráfico Robson Cordeiro Ramos, 29. Ambos também são produtores de uma festa de música negra na cidade de São Paulo.

A imagem original foi obtida por Diego, que é ex-funcionário da Rede Globo. 

De acordo com ele, a equipe de link externo se preparava para a entrada de Waack com um consultor.

Para quem não sabe, mesmo quando não está sendo transmitido na televisão, os operadores têm acesso às imagens do link.


“Tudo aconteceu enquanto a produção estava colocando o microfone nele”, explica Diego. 

“Eu ainda voltei as imagens para ter certeza, não estava acreditando que ele teria falado aquilo. Fiquei tão revoltado que filmei com meu celular”.

Já a divulgação do vídeo foi feita por Robson. 

“Soltei o vídeo em um grupo de líderes do movimento negro”, afirma. 

“Mas não foi premeditado essa repercussão, a ideia era mostrar para os amigos que um jornalista influente como ele também poderia ser racista”.

Indagados porque só divulgaram o vídeo agora, quase um ano depois, ambos explicam que já haviam mostrado isso para a imprensa, mas não teve a mesma repercussão de agora. 

“Chegamos a ouvir, ‘se não é do William Bonner’, não interessa”, diz Ramos.

A dupla também rebate os comentários negativos que estão surgindo na internet. 

“Se nosso objetivo fosse fama ou dinheiro, teríamos feito antes”, diz Ramos.

Diego afirma que chegou a perdeu o material em um determinado momento. 

“O vídeo original ficou em um celular que perdi durante o Carnaval. 

Mas o Robson tinha ele em um backup, quando foi atualizar o telefone recentemente, o vídeo apareceu”, detalha o operador de VT.

Revolta

Tanto Ramos quanto Pereira são negros e dizem ter se sentido afetados com o comentário. 

Os dois afirmam que a maior indignação é que o tipo de comentário que Waack fez parece ser algo natural para ele.

“Ele faz o comentário de graça, tá tudo normal no estúdio, e ele fala de graça”, diz. 

“Eu me revolto porque ele [Waack] trabalha com milhões de negros dentro da Globo. 

Ele é o âncora, ele traz a informação, mas em volta dele tem um monte de negros trabalhando. 

Fico imaginando como ele é fora da câmera”, diz Ramos.

Ramos acredita que devido ao fato de o jornalista ser considerado referência intelectual no País, as pessoas vão olhar com outros olhos para a questão racial.

“As pessoas vão pensar: ‘olha o que aconteceu com ele, se eu tiver a mesma atitude, acontecerá comigo também’”

Para Diego, outra parte negativa da situação é a reação das pessoas no momento do comentário. 

Em sua visão, atitudes racistas como a do apresentador precisam ser combatidas no cotidiano.


“Ele não foi repreendido depois. Ali estava cheio de gente, tinha coordenador, diretor de imagem, o próprio entrevistado poderia ter reclamado da ‘piadinha’”, afirma Diego.


As informações são da Rádio Jovem Pan


quinta-feira, 6 de abril de 2017

CUT repudia as declarações de Jair Bolsonaro

CUT repudia as declarações de Jair Bolsonaro
A CUT se posiciona contra toda forma de discriminação
Escrito por: CUT • Publicado em: 06/04/2017 - 16:24 • Última
 modificação: 06/04/2017 - 22:29
 

Na noite do dia 03 de abril, o deputado Federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), realizou uma palestra no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro, na qual proferiu sua habitual verborragia de ódio de classe, preconceito de raça, misoginia, homofobia e ataque aos direitos humanos.

As Secretarias de Combate ao Racismo, Movimentos Sociais, Mulheres, Direitos Humanos e Meio Ambiente da CUT repudiam as declarações do parlamentar direcionadas às mulheres, negros, quilombolas e povos indígenas.

A tolerância a discursos do ódio e da violência é um dos principais fatores que levou à ascensão do nazismo na década de 1930 e é preocupante a naturalização da pregação do arbítrio, da intolerância e do fascismo, perfeitamente encarnados na figura do deputado.

A CUT reafirma seu compromisso com a construção de uma sociedade igualitária e se posiciona contra toda forma de discriminação seja ela de classe, raça, gênero, migratória ou de orientação sexual. 

Discursos de ódio são incompatíveis com a democracia e devem ser sistematicamente combatidos.

Maria Julia Nogueira
Secretária de Combate ao Racismo

Janeslei Albuquerque
Secretária de Mobilizações Sociais

Daniel Gaio
Secretário Nacional do Meio Ambiente

Rosana Fernandes
Secretária Adjunta
Juneia Batista
Secretária Nacional de Mulheres
Jandyra Uehara
Secretária Nacional de Direitos Humanos




quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Mulher negra é presa após policial não acreditar que ela era dona do carro de luxo que dirigia

Mulher negra é presa após policial não acreditar que ela era dona do carro de luxo que dirigia
Redação Yahoo! Brasil
Yahoo Notícias•15 de setembro de 2015
 
Uma mulher negra está processando a cidade de Nova York, nos Estados Unidos, após ser vítima de preconceito. Kamilah Brock foi mantida oito dias em um hospital psiquiátrico depois que um policial não acreditou que o carro de luxo que ela dirigia era seu. 
A banqueira de 32 anos foi abordada no bairro do Harlem no início deste ano. O policial, que não quis se identificar, questionou a mulher sobre o porquê de ela não estar com as mãos nos volante de sua BMW. 

Em resposta, ela justificou que ouvia música enquanto o veículo estava parado em um sinal vermelho. Mesmo assim, Kamilah foi levada à uma delegacia, onde ficou horas detida sem ser acusada de qualquer crime. 


Em seguida, a banqueira foi transferida para a ala psiquiátrica de um hospital na região contra sua vontade, onde foi desnuda e sedada com remédios. Os médicos diziam que ela sofria de Transtorno Bipolar por afirmar constantemente que o carro era dela e que trabalhava em um banco.

Segundo seu advogado, Kamilah não mentiu em nenhum momento e disse não ter sido ouvida por ninguém por ser negra. "Senti como se eu tivesse em um pesadelo. Eu não entendia por que aquilo estava acontecendo comigo", afirmou Kamilah em entrevista ao canal PIX 11.