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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

EUA enfrentam pior furacão dos últimos 12 anos

EUA enfrentam pior furacão dos últimos 12 anos
Julia Braun6 horas atrás 24/08/2017
 Furacão Harvey: Foto por satélite tirada pela Nasa mostra aproximação do furacão Harvey na costa lest dos Estados Unidos
© Nasa/AFP Foto por satélite tirada pela Nasa mostra aproximação 
do furacão Harvey na costa lest dos Estados Unidos

furacão Harvey se intensificou no início desta sexta-feira, se tornando possivelmente o maior a atingir os Estados Unidos em doze anos. 

Autoridades locais alertam moradores a buscar abrigo para ventanias e enchentes que podem ser letais.

O Harvey, que foi elevado para uma tempestade de categoria 3, a mais alta da escala, com ventos de 193 km/h, é o primeiro grande furacão a atingir o território americano desde o furacão Wilma, que passou pela Flórida em 2005. 

Um alerta para tornado também foi emitido para os estados do Texas e de Louisiana.

O furacão deve atingir a parte central da costa do Texas na noite desta sexta-feira ou na manhã de sábado. Segundo o Serviço Nacional do Clima americano, a combinação de fortes chuvas, tempestades “ameaçadoras” e ventos fortes podem deixar extensas faixas do sul do estado “inabitáveis por semanas ou meses”.

“Agora é o momento de se esconder urgentemente do vento. 
O fracasso em não se abrigar adequadamente pode resultar em sérias lesões, perda da vida, ou imenso sofrimento humano”, afirmou o Serviço Nacional do Clima. 

A região abriga algumas das maiores refinarias dos Estados Unidos e as operações de petróleo e gás já foram afetadas pela previsão e o preço da gasolina saltou no país.

O governador do Texas, Gregg Abbott, também emitiu um alerta para os cidadãos do estado, que segundo ele sofrerá “inundações históricas”. 

Abbott pediu em uma carta enviada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que declare estado de desastre no Texas antes da chegada do furacão, para que ele possa ter acesso aos fundos federais de emergência. 
As autoridades locais de Corpus Christi, no sul do estado, já recomendaram a seus cidadãos que abandonem a cidade.

FURACÃO HARVEY
Slide 1 de 6: Prateleiras ficam vazias em supermercados por causa da chegada do furacão Harvey na costa leste dos Estados Unidos
Prateleiras ficam vazias em supermercados por causa da chegada do furacão Harvey na costa leste dos Estados Unidos

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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Número de mortos por furacão Matthew sobe para 877 no Haiti

07/10/2016 09h21 - Atualizado em 08/10/2016 01h35
Número de mortos por furacão Matthew sobe para 877 no Haiti
Cruz Vermelha estima que mais de 1 milhão foi afetado no país caribenho. Agência humanitária fez apelo para obter ajuda imediata para os haitianos.
Da Reuters
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A passagem do furacão Matthew deixou 877 mortos no Haiti, segundo autoridades locais ouvidas pela agência de notícias Reuters nesta sexta-feira (7). O balanço oficial feito pela Defesa Civil é de 271 mortos.

Há milhares de casas destruídas e muitos bairros seguem inundados na península do sudoeste do país.
O furação é o mais forte a atingir o Caribe desde 2007, e foi justamente no Haiti que o Matthew causou mais destruição. O país mais pobre das Américas foi devastado por um terremoto em 2010 e até hoje ainda não se recuperou completamente.
O vento de cerca de 230 km/h derrubou árvores, barrancos e pontes, além de destruir milhares de casas. Militares brasileiros estão ajudando os moradores desde terça (4), quando o olho do furacão atingiu o Haiti
Na manhã desta sexta (7), o senador haitiano Hervé Fourcan disse à agência de notícias France Presse que o acesso a muitas regiões atingidas pelo furacão no país está difícil, então é provável que o número de mortes continue aumentando.
Na quinta (6), a Cruz Vermelha lançou um apelo de emergência para obter ajuda imediata para 50 mil haitianos. Milhares foram levados para abrigos onde falta água e comida. Hospitais estão lotados e sem remédio.
Destruição causada pelo furacão Matthew no Haiti (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)
Destruição causada pelo furacão Matthew no Haiti
 (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC) busca US$ 6,92 milhões para ajudar a providenciar ajuda médica, abrigos, água e saneamento durante o próximo ano para pessoas afetadas pelo furacão no país.
"Estamos extremamente preocupados com a segurança, saúde e bem-estar das mulheres, homens e crianças que foram impactados, principalmente em cidades remotas e vilarejos", disse a chefe da divisão da América Latina da IFRC, Ines Brill, em comunicado.
A Cruz Vermelha estimou que mais de um milhão de pessoas no Haiti foram afetadas e centenas de milhares precisam de assistência humanitária.
Haiti furacão (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)
Furacão afetou milhares de pessoas no Haiti (Foto: 
Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

Estados Unidos
O Centro Nacional de Furacões dos EUA prevê que Matthew suba pela costa do estado americano da Flórida até a Geórgia e a Carolina do Sul entre sexta (7) e sábado (8).

Em seguida, ele deve fazer uma curva e voltar em direção às Bahamas, podendo passar novamente pela Flórida na quinta (13), segundo a rota prevista.
Pelas previsões, o retorno de Matthew seria como uma tempestade tropical, com ventos bem mais fracos.
Além do Haiti, o furacão também provocou estragos em Cuba e na República Dominicana.
O presidente dos EUA, Barack Obama, advertiu que Matthew ainda é um "furacão perigoso" e pediu à população dos estados afetados pela tempestade que siga as instruções das autoridades locais.
"Ainda estamos na parte frontal [do furacão]", ressaltou Obama, ao acrescentar que serão necessários "três, quatro, cinco dias" até que se possa saber onde será o "último impacto" do furacão.

O presidente americano também mencionou a passagem devastadora de Matthew pelo Haiti, onde "centenas de pessoas perderam suas vidas", e pediu aos compatriotas que ajudem o país.