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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

PAPA E EVANGÉLICOS ASSINAM DOCUMENTO: “O QUE NOS UNE É MAIOR”; RELIGIÃO ÚNICA MUNDIAL À VISTA

PAPA E EVANGÉLICOS ASSINAM DOCUMENTO: “O QUE NOS UNE É MAIOR”; RELIGIÃO ÚNICA MUNDIAL À VISTA
Segunda-feira 31 de Outubro, Atualizado 03/11/2016
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Agora, segundo o Papa globalista, os evangélicos também são católicos!!!

Este é um passo largo para a formação de uma religião única mundial.
Uma união para receber o novo líder mundial, o falso messias, o anticristo.
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Por ocasião do início das comemorações dos 500 anos da Reforma Protestante, foi feita uma cerimônia na Suécia que reuniu líderes do Vaticano, incluindo o papa Francisco e as principais lideranças da igreja luterana europeia.

Nessa espécie de “contagem regressiva”, para o aniversário de meio milênio a ser comemorado em 31 de outubro de 2017, a catedral de Lund recebeu uma cerimônia ecumênica, seguida da apresentação de mais um documento de cooperação entre os dois ramos mais populares do cristianismo.

O encontro também marca os 50 anos de cooperação entre católicos e luteranos, que teve início logo após a declaração do Concílio Vaticano II. Outro grande passo foi a assinatura da “Declaração conjunta sobre a doutrina da justificação”, 

assinada em 1999, onde teólogos católicos e luteranos minimizaram boa parte do que Lutero defendia quando deu início à Reforma, divulgando suas 95 teses na Alemanha. A escolha da catedral de Lund é simbólica, pois ela foi erguida como templo católico, mas serve como espaço de culto evangélico desde o século 16.
Pedido mútuo de perdão

O papa Francisco chegou à Suécia nesta segunda-feira (31) para se reunir com líderes luteranos em uma demonstração de unidade. A data marca o início do protestantismo evangélico que dividiu países e resultou em violenta perseguição religiosa. 

A Guerra dos 30 Anos, entre 1618 e 1648, foi um dos episódios mais sangrentos da história europeia. Na Suécia, por exemplo, eram punidos com rigor, incluindo mortes e deportações, aqueles que rejeitavam a fé luterana.

Ontem, os líderes cristãos lamentaram essas divisões históricas. Pediram mutuamente perdão pelas mortes e pelas dores causadas pela divisão da Igreja. “Nossa separação tem sido uma imensa fonte de sofrimento e incompreensão”, afirmou Francisco. “Como católicos e luteranos, tomamos agora uma jornada comum de reconciliação”, assegurou durante seu sermão na catedral de Lund.

Na chegada, Francisco foi recebido com aplausos. Durante a cerimônia, alternou os momentos de oração com os líderes da Federação Luterana Mundial. Estavam presente no evento o rei da Suécia, Carl 16 Gustaf e a rainha Silvia.

No final do evento foi divulgado uma declaração conjunta assinada pelo pontífice e por Munib Younan presidente da Federação Luterana Mundial, que representa mais de 74 milhões de pessoas em 98 países.

material afirma: “Graças ao diálogo e testemunho compartilhado, já não somos desconhecidos. Aprendemos que aquilo que nos une é maior do que aquilo que nos separa. Enquanto somos profundamente agradecidos pelos dons espirituais e teológicos recebidos através da Reforma, também confessamos e lamentamos diante de Cristo que luteranos e católicos feriram a unidade visível da igreja. As diferenças teológicas foram acompanhadas de preconceitos e conflitos, e a religião foi instrumentalizada para fins políticos “.

Também diz a declaração que os dois grupos recusam “energicamente todo o ódio e violência, passado e presente, especialmente a cometida em nome da religião”.
Etapas do ecumenismo mundial

Essa aproximação com evangélicos não é o único passo do Vaticano para o ecumenismo mundial.

O papa Francisco já disse que cristãos e muçulmanos são “irmãos e irmãs viajando pelo mesmo caminho”. Em reunião com Bartolomeu I, um dos mais importantes líderes da igreja ortodoxa, falou sobre a tentativa de reunificação das duas vertentes do cristianismo, separadas há quase mil anos.

No último outubro, uma cerimônia no Vaticano reuniu líderes, de mais de uma dezena de tradições religiosas, incluindo sikhs e hindus. Francisco pediu na ocasião que “Todos os crentes, de todas as religiões, juntos, podemos adorar ao criador por ter nos dado o jardim que é esse mundo”.

No final, pediu que cada um fizesse orações, “conforme sua própria tradição religiosa” e conclamou aos representantes das diferentes fés presentes que pedissem ao “seu deus” que os fizesse “mais irmãos”. Perto da virada do ano, incluiu os ateus nesse grupo.

Recentemente lançou uma campanha de mídia onde afirma que membros de todas as religiões são “filhos de Deus”.


Por Jarbas Aragão - Gospel Prime


terça-feira, 1 de novembro de 2016

Papa Francisco visita Suécia para consolidar reconciliação com protestantes

Papa Francisco visita Suécia para consolidar reconciliação com                                 protestantes
31.10.16 - 13h03 - Atualizado em 31.10.16 - 18h37
O Papa é recebido em Lund pelos reis da Suécia - TT NEWS AGENCY/AFP
 1 de 2 O Papa é recebido em Lund pelos reis da Suécia - 
TT NEWS AGENCY/AFP

O papa Francisco e importantes representantes luteranos expressaram nesta segunda-feira, na Suécia, seu profundo pesar pelos massacres e prejuízos ocasionados pelo cisma entre cristãos e apelaram ao diálogo com vistas à unidade.

O pontífice chegou nesta segunda-feira à Suécia por ocasião do aniversário de 500 anos da Reforma de Lutero.
“É uma viagem importante” de um ponto de vista ecumênico, declarou o papa a jornalistas presentes no avião que o levou a Malmö, no extremo sul da Suécia.

Enquanto os teólogos luteranos e católicos continuam o seu lento diálogo doutrinário iniciado há 50 anos, a ambição do papa é se aproximar, através de ações concretas, os 1,2 bilhão de fiéis católicos de seus irmãos protestantes, neste caso os luteranos (74 milhões de fiéis).

Em 31 de outubro de 1517, o monge católico alemão Martinho Lutero atacou o comércio pelo papa de “indulgências” pelo perdão dos pecados e um acesso mais fácil para o paraíso, colocando suas “95 Teses” na porta de uma capela de Wittenberg (sul de Berlim).
Ele foi excomungado e esta ruptura resultou em guerras religiosas sangrentas nas décadas seguintes.

“Devemos olhar nosso passado com amor e honestidade e reconhecer nossa culpa e pedir perdão”, declarou em uma homilia o papa, rodeado de pastores protestantes, durante uma oração ecumênica na catedral luterana de Lund (sul), que foi católica no passado.

Durante a cerimônia, o cardeal suíço Kurt Koch recordou “os fracassos” dos católicos e luteranos que “provocaram a morte de centenas de milhares de pessoas”.

“Lamentamos o dano causado mutuamente por católicos e luteranos”, acrescentou.

A Igreja católica também homenageou a contribuição de Lutero: “com gratidão, reconhecemos que a Reforma contribuiu para dar um papel central à santa escritura na vida da Igreja”, declarou Francisco em sua homilia.

“Não podemos nos resignar à divisão e ao afastamento que a separação provocou entre nós. Temos a ocasião de reparar um momento crucial de nossa história, superando as polêmicas e mal entendidos que impediram o entendimento entre nós”, afirmou o pontífice.

Um diálogo difícil
Em um longo sermão, o pastor Martin Junge, secretário-geral da Federação Luterana Mundial, que organiza o evento, também considerou que este “momento histórico” é uma oportunidade para que católicos e luteranos “se distanciem de um passado marcado pelo conflito e a divisão”.

“Nós nos damos conta de que aquilo que nos une supera com folga o que nos divide. Somos brotos da mesma videira”, reforçou, lamentando a fragmentação dos cristãos.

Ainda assim, uma declaração conjunta assinada pelo papa e pelo presidente da Federação Luterana Mundial, o bispo palestino Munib Yunan, mostrou um persistente desacordo doutrinário: a simbologia muito diferente em torno da eucaristia.
Casais mistos católico/protestante não podem celebrar a comunhão em uma mesma igreja.

“Muitos membros das nossas comunidades gostariam de poder receber a eucaristia em uma mesma mesa, como expressão concreta de uma unidade plena”, destaca o texto comum lido pela bispa luterana Helga Haugland Byfuglien.

Mais tarde, foi celebrado um encontro ecumênico em um estádio de Malmö, cuja renda será destinada a refugiados sírios.

A organização humanitária católica Caritas e sua equivalente luterana, o Serviço Mundial da Federação Luterana Mundial, assinaram uma declaração conjunta com a finalidade de desenvolver sua cooperação, sobretudo para ajudar os migrantes.

Os organizadores deram a palavra a sobreviventes de países em guerra, como Burundi e Sudão do Sul. O bispo caldeu de Aleppo, na Síria, Antoine Audo, deu um dos testemunhos mais impactantes. “A maioria dos hospitais foi destruída e 80% dos médicos abandonaram Aleppo. Na Síria, três milhões de crianças não vão à escola”, disse, alertando para o iminente desaparecimento da comunidade cristã naquele país.

Da Suécia, uma terra de asilo para muitas pessoas, o papa agradeceu a “todos os governos que dão assistência aos refugiados, aos deslocados e a quem pede asilo”, “um grande gesto de solidariedade e reconhecimento de sua dignidade”.