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quinta-feira, 6 de abril de 2017

CUT repudia as declarações de Jair Bolsonaro

CUT repudia as declarações de Jair Bolsonaro
A CUT se posiciona contra toda forma de discriminação
Escrito por: CUT • Publicado em: 06/04/2017 - 16:24 • Última
 modificação: 06/04/2017 - 22:29
 

Na noite do dia 03 de abril, o deputado Federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), realizou uma palestra no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro, na qual proferiu sua habitual verborragia de ódio de classe, preconceito de raça, misoginia, homofobia e ataque aos direitos humanos.

As Secretarias de Combate ao Racismo, Movimentos Sociais, Mulheres, Direitos Humanos e Meio Ambiente da CUT repudiam as declarações do parlamentar direcionadas às mulheres, negros, quilombolas e povos indígenas.

A tolerância a discursos do ódio e da violência é um dos principais fatores que levou à ascensão do nazismo na década de 1930 e é preocupante a naturalização da pregação do arbítrio, da intolerância e do fascismo, perfeitamente encarnados na figura do deputado.

A CUT reafirma seu compromisso com a construção de uma sociedade igualitária e se posiciona contra toda forma de discriminação seja ela de classe, raça, gênero, migratória ou de orientação sexual. 

Discursos de ódio são incompatíveis com a democracia e devem ser sistematicamente combatidos.

Maria Julia Nogueira
Secretária de Combate ao Racismo

Janeslei Albuquerque
Secretária de Mobilizações Sociais

Daniel Gaio
Secretário Nacional do Meio Ambiente

Rosana Fernandes
Secretária Adjunta
Juneia Batista
Secretária Nacional de Mulheres
Jandyra Uehara
Secretária Nacional de Direitos Humanos




sábado, 5 de novembro de 2016

Padre diz que terremotos são 'castigo divino' por gays; Vaticano o repreende


05/11/2016 18h42 - Atualizado em 05/11/2016 18h42
Padre diz que terremotos são 'castigo divino' por gays; Vaticano o repreende
Padre italiano fez referência a recentes terremotos ocorridos na Itália. Afirmações do sacerdote 'são ofensivas para os fiéis', disse Vaticano.
Da France Presse
 Vista da cidade de Amatrice após terremoto que atingiu a região central da Itália (Foto: Massimo Percossi/ANSA via AP)
Vista da cidade de Amatrice após terremoto que atingiu a região 
central da Itália (Foto: Massimo Percossi/ANSA via AP)

Um padre italiano classificou os recentes terremotos ocorridos na Itália como um "castigo divino" relacionado às uniões de homossexuais, o que provocou a ira do Vaticano, que considerou suas declarações ofensivas para os fiéis e ateus.

A imprensa italiana informou neste sábado (5) que o padre Giovanni Cavalcoli, um teólogo já idoso de uma faculdade, fez estas declarações no domingo, 30 de outubro, no mesmo dia que um terremoto de magnitude 6,5 sacudiu a região central da Úmbria.
Os tremores sísmicos são um "castigo divino" pela "ofensa à família e à dignidade do matrimônio, sobretudo por culpa das uniões civis", declarou à Rádio Maria, que dias depois decidiu se distanciar do sacerdote.

O Vaticano reagiu na noite de sexta-feira (4) com virulência.
As afirmações do sacerdote são "ofensivas para os fiéis e escandalosas para os não fiéis", declarou o arcebispo italiano Angelo Becciu, número dois da Secretaria de Estado do Vaticano, o "ministério" mais importante da Santa Sé, publicaram os meios de comunicação locais.

Depois de pedir "perdão" às vítimas dos terremotos, Becciu recordou que tinham "a solidariedade e o apoio" do papa Francisco.
Contudo, a resposta do Vaticano não mudou a opinião do padre Cavalcoli, que repetiu em outra emissora de rádio que os terremotos foram provocados pelos "pecados do homem". "O Vaticano? Que revise o catecismo!", alfinetou o religioso.

Itália, o último grande país da Europa Ocidental que não havia acordado nenhum estatuto aos casais do mesmo sexo - com uma forte oposição da Igreja Católica - optou no final de julho por estabelecer a união civil, diferente do matrimônio.